3 de novembro de 2010

Corda bamba

sem olhar para baixo,
enfrentar o perigo,
de manter o equilíbrio,
nas pontas dos pés contigo.

és a melhor do mundo,
porque foste a escolhida,
quero balançar no teu mundo,
e tornar esta corda em avenida.

olhares com cumplicidade,
sentir que também me queres levar,
mostrares-me o teu coração,
e que vale a pena arriscar.

isto que digo é amar,
roubar tempo ao tempo para brincar,
dançar nas brasas até queimar,
dar o que se tem e o que se quer sem hesitar.

mas nesta corda só cabe um,
e só há duas soluções:
deixar a incerteza queimar tudo,
ou fundir nossos corações.

3 comentários:

  1. "deixar a incerteza queimar tudo,
    ou fundir nossos corações" ?

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  2. Essa corda não aguenta tanta espera com tantas dúvidas.
    Se algumas dúvidas e incertezas fossem empurradas para fora aliviaria a tensão, e aos poucos, com calma para não quebrar, iria fundindo os corações, tornando-se num só.
    Com o tempo, e com o arraste do incerto, e sem dúvidas "chave" esclarecidas, acabará por queimar a corda e romper.

    P.S.: Este poema é dedicado ao meu amigo André.

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  3. «mas nesta corda só cabe um,
    e só há duas soluções:
    deixar a incerteza queimar tudo,
    ou fundir nossos corações»

    lindo,mas lindo mesmo.

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