11 de dezembro de 2010

Não há princesas

assim parcialmente completo,
sou um oceano sem maré,
o dia é noite é indiferença,
faz-me falta alguém ao pé.

grandes sábios inoportunos,
que encheram as cabeças de conceitos,
falaram-nos que o amor é uma união,
e que há corações gémeos perfeitos.

por isso deixo que o tempo te traga a mim,
tu que aqueces o meu pensamento,
tu que acordas as minhas manhãs,
tu que és o meu quinto elemento.

falo no presente porque sei,
sinto que estás aí de verdade,
és quente e real o suficiente,
para me inspirares esta saudade.

talvez não haja mesmo princesas,
mas haverá sempre velas acesas.

Á espera


vagueando,
de saco cheio e pesado,
na avenida de algures
a caminho de nenhures.

de tanto rastejar,
nesta pedra irregular,
esperar e desesperar,
um dia vai ter de se rasgar.

momentos eternamente guardados,
ficarão surdos e mudos,
até os restos vão cair,
vão deixar de existir.

e então, 
renascerá como nunca,
um rei pronto a servir,
a princesa que o quiser confundir.